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7 erros financeiros que todo médico recém-formado comete (e como evitar)
Profissional de Saúde 10 Dec 2025

7 erros financeiros que todo médico recém-formado comete (e como evitar)

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A faculdade de medicina prepara profissionais altamente capacitados para cuidar da saúde das pessoas, mas não oferece quase nenhuma base sobre finanças, impostos ou gestão de carreira. Por isso, é muito comum que médicos recém-formados comecem sua trajetória cometendo erros financeiros que comprometem seus ganhos e dificultam o crescimento profissional.

Se você está iniciando na medicina, este artigo é um alerta — e uma ajuda. Vamos mostrar os 7 erros mais comuns cometidos por médicos iniciantes, explicando por que eles acontecem e como evitá-los. Com essas orientações, você poderá construir uma base sólida para sua carreira, aproveitando melhor os frutos do seu trabalho e evitando armadilhas fiscais e financeiras.

 

1. Misturar contas pessoais com receitas profissionais

Esse é, de longe, um dos erros mais comuns e perigosos para médicos que estão começando. Ao receber pagamentos de plantões, consultas e outros atendimentos direto na conta pessoal, o profissional perde o controle do que é renda pessoal e o que deveria ser destinado ao negócio.

A mistura entre contas causa confusão na hora de calcular lucros, pode levar à omissão de receitas perante a Receita Federal e dificulta o planejamento financeiro. Além disso, torna mais difícil separar o que deve ser reinvestido (em equipamentos, cursos, estrutura) do que pode ser utilizado como remuneração pessoal.

O ideal é abrir uma conta bancária específica para sua atuação profissional e, com o apoio de um contador, organizar entradas e saídas. Isso facilita o controle e é o primeiro passo para estruturar sua atividade de forma mais empresarial.

 

2. Não controlar os recebimentos de plantões e atendimentos

No início da carreira, é comum que o médico atue em diversas frentes: plantões em hospitais, atendimento em clínicas, consultórios de terceiros e até atendimentos particulares. Com tantos locais e formatos, é fácil perder o controle de quanto se está recebendo.

Sem esse controle, o médico corre o risco de não identificar inadimplências, esquecer de cobrar valores devidos ou até subestimar o quanto realmente fatura por mês. Isso compromete não apenas o planejamento financeiro, mas também a organização contábil e o cálculo de impostos.

Uma simples planilha ou um sistema de gestão pode resolver esse problema. Com o acompanhamento de uma contabilidade especializada, é possível automatizar esses controles e ter clareza total sobre a origem dos seus rendimentos.

 

3. Ignorar o carnê-leão e obrigações com o Imposto de Renda

Muitos médicos recém-formados desconhecem a obrigação de pagar mensalmente o carnê-leão — uma forma de antecipar o Imposto de Renda sobre rendimentos recebidos de pessoas físicas. Ignorar essa obrigação leva à cobrança de multas, juros e, em casos mais graves, à malha fina.

Além disso, a tributação como pessoa física pode ser bastante pesada: dependendo da faixa de renda, o IR pode chegar a 27,5% sobre os ganhos. Isso impacta diretamente na rentabilidade do trabalho, especialmente quando não há deduções adequadas.

O ideal é contar com um contador que acompanhe mês a mês os seus rendimentos e oriente sobre o recolhimento correto do imposto, além de avaliar se a migração para pessoa jurídica pode representar economia tributária.

 

4. Adiar a abertura de CNPJ sem análise contábil

Por receio da burocracia ou por achar que ainda é cedo, muitos médicos adiam a abertura do CNPJ e acabam pagando mais impostos do que deveriam. Em grande parte dos casos, atuar como pessoa jurídica permite uma economia significativa na carga tributária.

Com um CNPJ ativo, o médico pode optar por regimes tributários com alíquotas menores, como o Simples Nacional ou o Lucro Presumido, além de poder deduzir legalmente diversas despesas da atividade. Isso sem falar na formalização do negócio e nas oportunidades de fechar contratos com clínicas e hospitais de forma mais profissional.

Antes de tomar qualquer decisão, o ideal é consultar uma contabilidade especializada, que pode fazer simulações comparando PF x PJ e indicar o melhor caminho.

 

5. Não contratar um contador especializado em médicos

A contabilidade para médicos tem particularidades que exigem conhecimento específico. Contadores generalistas muitas vezes não compreendem as nuances da atividade médica, o que pode levar a escolhas tributárias equivocadas e até problemas com o fisco.

Um contador especializado em médicos conhece os melhores enquadramentos fiscais, as despesas que podem ser deduzidas, as obrigações acessórias específicas da profissão e as melhores práticas para otimizar a renda do profissional.

Além disso, uma contabilidade consultiva atua de forma estratégica, oferecendo orientação sobre crescimento, investimentos, aposentadoria e blindagem patrimonial. Ter esse suporte desde o início faz toda a diferença.

 

6. Ignorar o pró-labore e viver com rendimentos irregulares

Outro erro comum é não definir um pró-labore — ou seja, uma "remuneração fixa" mensal para o sócio da empresa. Muitos médicos retiram valores de forma desorganizada, conforme as necessidades do mês, o que compromete o controle financeiro e dificulta o planejamento.

Estabelecer um pró-labore ajuda a organizar o orçamento pessoal, manter uma rotina de contribuições para o INSS (essencial para aposentadoria) e estruturar melhor a separação entre pessoa física e jurídica.

Além do pró-labore, os lucros da empresa podem ser distribuídos com isenção de imposto, desde que estejam devidamente apurados pela contabilidade. Isso permite uma gestão muito mais eficiente dos rendimentos.

 

7. Falta de planejamento financeiro e reserva de emergência

Muitos médicos recém-formados vivem o presente financeiro sem pensar no futuro. Gastam conforme ganham e não se preparam para imprevistos, como afastamentos, períodos com menos atendimentos ou investimentos em especializações.

A ausência de uma reserva financeira compromete a estabilidade e aumenta o estresse diante de qualquer oscilação nos ganhos. Além disso, sem planejamento, fica difícil realizar sonhos como abrir consultório próprio, investir ou conquistar independência financeira.

Com apoio contábil e organização, é possível montar um plano financeiro estruturado, definindo metas, prioridades e criando um colchão de segurança que dá tranquilidade e permite crescer com confiança.

A boa notícia ...

Os erros financeiros mais comuns entre médicos recém-formados não acontecem por falta de inteligência, mas por falta de orientação. A boa notícia é que, com um pouco de conhecimento e o apoio de uma contabilidade especializada, é possível evitá-los e construir uma trajetória sólida desde o início.

A Queiroz Contabilidade é especialista em médicos e profissionais da saúde. Ajudamos você a estruturar sua vida financeira, reduzir impostos e tomar decisões mais estratégicas para sua carreira.

 Se você está começando sua carreira médica, lembre-se: cuidar da sua saúde financeira é tão importante quanto cuidar da saúde dos seus pacientes. E para isso, você não precisa fazer tudo sozinho. Conte com profissionais que entendem do seu mercado e te ajudam a crescer com segurança.

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